15/04/2017

Resenha: Ecos do Espaço

Título: Ecos do Espaço
Autora: Megan Crewe
ISBN: 9788555390302
Editora: Jangada
Ano: 2015
Páginas: 320
Compre: Aqui

Sinopse:

Skylar tem 17 anos e, desde que se entende por gente, é perseguida por sensações de que algo está terrivelmente errado. Mas, apesar dos ataques de pânico que a atormentam, nada nunca acontece, e Sky já está começando a acreditar simplesmente que ela não é normal. Sua vida sofre uma reviravolta quando ela Win, e descobre a chocante verdade que é a causa de suas premonições: somos todos cobaias. Há milhares de anos, a Terra está à mercê de cientistas alienígenas que não se importam nem um pouco com os seus habitantes e nos utilizam em seus experimentos de manipulação do tempo. Win é membro de uma facção rebelde que está tentando colocar um fim nisso e ele precisa da ajuda de Skylar ¿ mas, a cada alteração do passado, o próprio tecido do espaço-tempo se fraciona um pouco mais e logo poderá não restar mais nenhum planeta Terra para se salvar.

Resenha:

Ecos do Espaço foi um livro que me chamou a atenção instantaneamente. O motivo é simples: falou de ficção científica, falou comigo. Contudo, infelizmente, a obra não me pegou de jeito. É uma obra legal, mas não é tudo que poderia ser. Motivos? Venha comigo que eu te explico.

A trama gira, basicamente, em torno de dois personagens juvenis. Skylar é uma adolescente que possui sensações estranhas. Muitas vezes ela olha para algo e sabe que aquilo está errado, que não deveria estar acontecendo. O porquê ela não sabe, mas a sensação de estranheza a corrói. Com o passar dos tempos, ela acaba criando o seu próprio método para lidar com isso.


O outro grande protagonista é Win. Ele é um jovem alienígena que faz parte de uma causa rebelde. A Terra está sendo usada como laboratório de teste de uma raça alienígena, a raça de Win. Esses experimentos estão causando diversos efeitos colaterais em nosso planeta, principalmente no tecido espaço-tempo. Win, juntamente com a sua organização, quer parar com esses testes.
“– Não importa onde nasceram, quem são seus antepassados, o que está escrito em seu código genético – diz ele. – Todo ser consciente que pensa e sente merece o nosso respeito. Cada um deles merece a chance de determinar o curso de sua própria vida, sem manipulação externa” (p. 73).
A princípio, uma premissa bem interessante, apesar de não ser totalmente original. Se você sabe o real significado no número 42, saberá do que eu estou falando. Contudo, nada é muito original nessa vida, não é mesmo? Então isso não foi o que me incomodou. Aliás, estava até bem animado para entender como seria tratada a premissa. Bem, o problema está exatamente aí.

O termo ficção científica não tem a palavra “cientifica” por acaso. O fato de ter um garoto viajando no tempo não significa que isso seja ciência. Aliás, livros fantásticos abordam esse tema com certa frequência. O que se espera de uma “ficção científica” é uma abordagem, adivinhem, científica. Isso, infelizmente, não aconteceu. Diferente dos grandes livros do gênero, onde encontramos explicações complexas e bem construídas, isso não ocorreu aqui. Há alienígenas, há viagem no tempo, há um problema e temos que aceitar isso. Isso não torna o livro necessariamente ruim; como eu disse no início, é legal, uma boa leitura para passar o tempo, mas só. Se você espera uma abordagem realmente científica, melhor procurar outro livro.


Outro problema na obra é a previsibilidade. Pensem comigo: temos um livro com personagens juvenis, um é homem e outro é mulher, são de “espécies diferentes”. Anotaram os elementos? Se sim, você já sabe o que vai acontecer, qual é uma das nuances que permeiam a obra. Além disso, o final não é nada que o leitor já não imagine.
“– Então eles vão nos fazer passar o diabo, destruir o nosso planeta e talvez até mesmo acabar com as chances de sobrevivência do seu próprio povo, apenas para evitar um pouco de risco...” (p. 143).
Mas, felizmente, a obra não é feita apenas de pontos negativos, até porque eu disse que o livro era bom para passar o tempo, se lembra? Os motivos são: temos uma narração muito boa e viagens no tempo. Quanto ao primeiro elemento, ele é essencial para que a obra seja envolvente e a autora consegue trabalhá-lo muito bem. Além disso, as descrições dos períodos temporais para o qual há viagens são bem interessantes. Isso, sem dúvida, dá mais substância para a obra.

Quanto à parte física, não tenho do que reclamar. A Jangada fez um bom trabalho. A capa é bem chamativa e combina com o enredo. A diagramação é simples, mas muito confortável, o que torna a leitura mais agradável. Além disso, temos uma revisão boa. Esse conjunto acrescenta, é claro, um brilho a mais na obra.


Diante de tudo que foi comentado, eu indico e não indico a obra. Contraditório, mas vou explicar. Se você procura um livro sem muitas explicações científicas, com uma pegada mais juvenil e não se incomoda de não ter muitas surpresas, essa obra é para você. Agora se você procura obras mais detalhadas, elaboradas e surpreendentes, é melhor buscar autores como Philip K. Dick e Isaac Asimov; eles te darão o que você anseia.



Comentários
11 Comentários

11 comentários:

  1. Oi, Marcos

    Falou em ficção científica comigo, ao contrário de você, faz eu me desinteressar. Hahahahaha
    Não consigo gostar de livros que tem algo a ver com espaço, outros planetas, outros seres e etc... o único livro que tem um pouco (bem pouco) de ficção científica e que conseguiu me conquistar foi Obsidiana.
    Que pena que a parte científica deixou a desejar.

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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  2. Bem...como não curto muito o tema e não entenda nada com nada do assunto, talvez eu leia num futuro, somente para entreter.
    Isso de mexer com naves, espaço não é minha praia não! E outro ponto que me desagradou, foi o fato dos personagens serem tão jovens.
    É ruim de visualizar..rs
    Não digo que não lerei...mas...
    Beijo

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  3. Esse quem vai ler é a Renata.... acredito que ela vá gostar.
    Pela sua resenha eu acredito que eu não iria mesmo curtir muito, rsrs.
    Adorei a sinceridade ♥

    Bjks

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  4. Bacana a história com protagonistas fortes e jovens gostei e a história é do tipo que envolve bem o leitor.
    Abraços!!!

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  5. Marcos!
    É verdade! Um livro de ficção tem de ser fundamento: por que os experimentos? E o que esses experimentos são? Qual a ciência nisso tudo?
    Como gosto e pelo que disse as personagens são bem construídas e fala de viagem no tempo, claro que daria uma chance para a leitura.
    Boa Páscoa!
    “A sabedoria começa na reflexão.” (Sócrates)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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  6. Oi Marcos, gosto de livros com o assunto, mas este, não me chamou atenção...Vou ler mais sobre o livro, quem sabe mudo d idéia...
    Bjs

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  7. Oi.
    Suas resenhas sempre transmitem sinceridade, o que nos deixa seguros para fazer uma melhor escolha entre ler ou não uma obra. Gosto de ficção, mas não sei se irei ler esse livro algum dia.
    De qualquer forma, obrigada pela dica.
    Abraços.

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  8. Um livro que não a profunda a parte científica e um também um pouco previsível, um pouco desmotivador, mas gosto de histórias com vida em outros planetas, viagens no tempo, então acho que gostaria sim, suplantaria os pontos fracos.

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  9. Oi Marcos.
    Uma pena que o livro não foi tudo o que esperava, eu tenho fico incomodada quando leio livros que são muito previsíveis, e ficção científica não é meu forte, a capa é linda e a premissa intrigante, mas não leria.
    Bjs.

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  10. Tbm amo ficção científica.
    Quando um amante do gênero diz que não gostou de uma determinada obra, já sei que não é nada de espetacular mesmo.
    Nunca mais li um tão emocionante.

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  11. Ficção Científica não é comigo mas acho que leria esse livro, ja que você disse que não tem uma explicação muito científica. A capa é bonita, gostei.

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