19/02/2017

Resenha: Inferno no Colégio Interno

Título: Inferno no Colégio Interno
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
ISBN: 9788535902747
Ano: 2016
Páginas: 200
Compre: Aqui

Sinopse:

Nada de aventuras emocionantes com final feliz: Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são legais e inteligentes, mas a vida deles está repleta de má sorte e infelicidade. Neste livro, os órfãos mais azarados do mundo enfrentam caranguejos que mordem, exames hiper-rigorosos e os castigos duríssimos de um internato. O colégio se transformou em mais um desastroso episódio de suas vidas horríveis. Desta vez, eles precisam escapar de fungos gotejantes, assistir a recitais de violinos, domar o sistema métrico e sobreviver a exercícios de D.O.R. Violet, Klaus e Sunny têm o poder de atrair desgraças. Quem gosta de histórias alegres não deve nem abrir este livro, avisa o autor, pois as histórias de dos Baudelaire são sempre uma desventura pior do que a outra.

Resenhas anteriores:

Resenha:

Está sendo difícil ler essas desventuras sem ficar cada vez mais apegada e sendo mais iludida sobre a vida dos Baudelaire; é sério, cada vez mais fico surpresa com as desgraças e infortúnios que os órfãos passam e também fico completamente vidrada com a história, sendo impossível largá-la. Quer saber o motivo? Confira abaixo.

Depois de tantas experiências ruins com todos os tutores, Sunny, Klaus e Violet vão para um colégio interno; eu achava que agora seria um pouco mais tranquilo e pacífico, mas estava redondamente enganada. O vice-diretor do colégio é um homem antipático, grosseiro e muito, mas muito egocêntrico em relação ao seu “talento” com violino, como disse o pai das crianças uma vez: “Não há pior som no mundo do que o de alguém que não sabe tocar violino mas insiste em tocar, seja como for”. Nero é um péssimo violinista, e o pior é que é tão convencido que acha que ninguém sabe apreciar sua arte, tornando-se uma pessoa é completamente arrogante e ingênuo.

Se eu já tinha odiado Nero por tratar tão mal às crianças, odiei também Carmelita Spats, ô garotinha mais nojenta e sem educação, além do mais, é muito mimada pelas pessoas ao seu redor que têm medo de seu bullying, além disso, é uma pessoa tão cruel em suas atitudes e palavras que, em um primeiro momento, consegue afetar os Baudelaire, mas graças aos trigêmeos Quagmire, Duncan e Isadora, são acolhidos e conseguem novos amigos depois da morte de seus pais.

Os irmãos Quagmire, com toda certeza, são o destaque do livro para mim; depois que eles aparecem, consegui avançar com mais rapidez as páginas, fiquei apaixonada por esses dois, já ganharam um lugarzinho no meu coração. Isadora e Duncan são crianças sensíveis, carinhosas e inteligentes iguais aos Baudelaire, e as coincidências não param, seus pais também morreram em um grande incêndio e são possuidores de uma grande fortuna. A coragem que esses dois possuem em defender e arriscar-se para proteger e salvar o trio é impressionante e admirável, já que Conde Olaf novamente aparece em um novo disfarce.

Conde Olaf usa o disfarce de professor de ginástica chamado Genghis, e consegue esconder suas características marcantes em vestimentas e desculpas tão ridículas que eu não sei se ria ou sentia raiva; é claro que dessa vez não poderá passar tanto tempo perto dos Baudelaire, mas não esperaria menos de suas maldades quando aplica exercícios de Disciplina para Órfãos Rápidos ou como gosta de chamar D.O.R para Violet, Klaus e Sunny.
“O simples fato de um comportamento ser tradicional não justifica que se deva segui-lo, é claro”.

Quando penso que a vida dos Baudelaire pode melhorar ao menos um pouquinho, sou completamente acordada dessa ilusão, pois os avisos do Lemony Snicket são sérios. O lugar onde eles vão dormir é deplorável e terrivelmente desconfortável, além disso, as regras da Prep Prufrock são ridículas, severas e até desumanas, como por exemplo: Se você se atrasar para o café da manhã/almoço/janta terá que comer sem os talheres ou sem copo. Os professores são os mais incomuns possíveis; um parece um macaco por comer tanta banana em um dia e contar histórias mais aleatórias possíveis, e a outra é fanática por medição, mandava seus alunos medir cada objeto surreal.

Todas essas adversidades, tédios e o perigo do Conde Olaf à espreita fizeram os irmãos Baudelaire mais unidos, tanto entre eles quanto com Duncan e Isadora – esses  proporcionaram momentos apaziguados e confortáveis diante de tantos problemas. A curiosidade deles quanto aos planos do vilão eram grandes: o que ele queria fazer com os exercícios de D.O.R?  Onde estava seus capangas? Será que dessa vez conseguiram frustrar os planos do pérfido sem machucar ninguém?

Sr. Poe é um personagem que cada vez mais se torna irritante pela sua incapacidade de ser útil, por sempre falar ou constatar o óbvio ou de sempre querer chamar a polícia quando claramente não chegará a tempo de prender o Conde Olaf. Depois de quatro disfarces, ainda continua duvidando da palavra das crianças, que conseguem enxergar o Conde Olaf em qualquer disfarce. Sério, toda vez que isso acontece, fico irritada e querendo xingar, com todas as ofensas possíveis, o sr.Poe.

Finalmente, os mistérios que acontecem na vida dos Baudelaire começam a aparecer, já que os trigêmeos Quagmire tem muito em comum com os órfãos e, além disso, Duncan e Isadora descobrem algo terrível sobre o Conde Olaf, que infelizmente não sabemos muito bem, mas descobrimos que a sigla C.S.C é algo de bastante importância na vida deles e precisam encontrar o significado.

Essa história foi, sem dúvidas, a mais triste e angustiante que li até o momento. Terminei o livro querendo chorar e sendo incapaz de conseguir, porque a angústia chegava a sufocar tanto que não conseguia fazer outra coisa. Ao escrever um pouco sobre essas desventuras, as lágrimas caem, principalmente ao relembrar do infeliz desfecho dessa nova onda de desgraças, e mais uma vez o Conde Olaf destruindo e acabando com a felicidade dos Baudelaire.

Eu acho genial e até engraçado a forma como Snicket descreve as desventuras de Violet, Klaus e Sunny, porque uma hora ele está nos contando nos mínimos detalhes sobre a história e, subitamente, conta uma coisa nada a ver, mudando o rumo da história e deixando-me aflita pelo o que vai falar em seguida. Em todos os livros há vários momentos que o autor pede para largar a história e imaginar que terminou bem ou fingir que não cheguei a ler, mas é impossível, porque a gente que é leitor gosta de sofrer e já aceitou esse fardo, que digo a vocês que não está sendo fácil.


Estou lendo aos poucos os livros, pois são muitas tragédias para ler de uma vez e o mal sempre está se dando bem no final. Porém, aos poucos, também consigo refletir melhor sobre os Baudelaire e a entender sobre suas vidas.

A Editora Seguinte fez um belo trabalho e vocês precisam ter esse box lindo em casa, a tradução do Carlos Sussekind ficou impecável, a revisão está excelente e a diagramação... nem preciso comentar, né? Simplesmente linda! As ilustrações do Brett Helquist estão sensacionais.

Se você continua querendo saber mais sobre as desventuras de Violet, Klaus e Sunny, não sei como consegue dormir sabendo dos infortúnios e tristes finais que os irmãos estão tendo até o momento; não posso impedi-lo de continuar a ler, mas posso alertá-lo de que essa história talvez seja, até o momento, a mais cruel e angustiante.




Lançamentos: Companhia das Letras

EDITORA SEGUINTE

A traidora do trono (A Rebelde do Deserto, vol. 2), de Alwyn Hamilton – Depois de A rebelde do deserto, a melhor atiradora de Miraji está de volta numa continuação repleta de reviravoltas
Amani Al'Hiza mal acreditou quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal nos confins do deserto, montada num cavalo de areia com Jin, um forasteiro misterioso. Em pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser sua própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que luta para livrar o país inteiro do domínio de um sultão sanguinário.Em meio às perigosas batalhas, Amani é traída quando menos espera e acaba se tornando prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela tenta se aproximar do sultão para descobrir informações úteis para a causa rebelde. Contudo, quanto mais tempo passa ali, mais ela questiona se o governante é de fato o vilão que todos acreditam, e quem são os verdadeiros traidores do país.

18/02/2017

Resenha: A Rebelde do Deserto

Título: A Rebelde do Deserto
Autor: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765992
Ano: 2016
Páginas: 288
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Sinopse:


Primeiro livro de uma trilogia que combina mitologia árabe com faroeste para criar uma história fascinante — repleta de romance, aventura e magia.O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.Amani Al'Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

Resenha:


A Rebelde do Deserto foi um livro que, quando li a sinopse, fiquei louca para conhecer, mas como era muito compulsiva e comprei muitos livros, acabei esquecendo-me de ler este; entretanto, quando soube que sairia o segundo volume esse ano, corri para ler. A leitura, aliás, não poderia ter sido melhor. Quer saber o motivo? Confira abaixo.

17/02/2017

Resenha: Lugar Nenhum

Título: Lugar Nenhum
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580578997
Ano: 2016
Páginas: 336
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Sinopse

Primeiro romance de Neil Gaiman é relançado no Brasil com conteúdo extra, em Edição Preferida do Autor. Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta edição preferida do autor. Em Lugar Nenhum, Richard Mayhew é um homem simples de coração bom que tem a vida transformada quando ajuda uma jovem que encontra ferida numa calçada. De um dia para o outro, Richard se torna invisível na Londres que sempre conheceu: não tem mais trabalho, não tem mais noiva, não tem mais casa. Para recuperar sua vida, ele se embrenha em um mundo que nunca sonhou existir, uma cidade que se abre nos esgotos e nos túneis subterrâneos: a chamada Londres de Baixo, em que personagens únicos e cenários mirabolantes fazem a Londres de Cima parecer uma mera paisagem cinza. Com muita ação, um bom humor peculiar e evocações sombrias de um mundo fantástico, Lugar Nenhum é leitura indispensável para os fãs de Neil Gaiman e um rico prazer para os que ainda não conhecem o autor.

Resenha:

Quem tem acompanhado o blog com frequência viu que tenho lido as histórias do Sandman escritas pelo Neil Gaiman; não conhecia muito bem seu trabalho com livros e considero que esse foi o primeiro livro que li do autor, e eu não poderia ter amado mais do amei a história. Não imaginava que iria gostar do livro, mas estava completamente equivocada. Quer saber como? Confira abaixo.

16/02/2017

Resenha: A Viagem de Rousseau

Título: A Viagem de Rousseau
Autor: Caulos
Editora: Rocco Jovens Leitores
ISBN: 9788579803260
Ano: 2017
Páginas: 36
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Sinopse:

À vontade entre lápis e pincéis, o pintor, ilustrador e cartunista Caulos apresenta o último livro da coleção Pintando o Sete, em que mergulha na vida e obra de sete grandes gênios da pintura para levar, com seu próprio traço e suas próprias palavras, um pouco de história da arte para os pequenos. Depois de Matisse, Magritte, Mondrian, Seurat, Giotto e Van Gogh, Caulos conta agora a trajetória do francês Henri Rousseau, que foi funcionário da alfândega em Paris e só depois de se aposentar pôde se dedicar exclusivamente à pintura. Sem nunca ter saído da capital francesa, Rousseau criou retratos e cenários reais e imaginários, sempre com um olhar inventivo sobre o mundo a sua volta. É justamente a essência dessa obra cheia de surpresas e nuances que Caulos extrai para seus leitores, com sensibilidade e perspicácia, através do diálogo entre texto e ilustrações.

Resenha:

O que você sabe sobre Henri Rousseau, também conhecido como Douanier Rousseau? Se a sua resposta for “nada”, esse livro, mesmo que infantil, foi feito para você. Isso porque Caulos, idealizador da série Pintando o Sete, apresenta grandes nomes da pintura de maneira fácil e descomplicada; nesse volume, Rousseau é o grande homenageado. Se ficou curioso, embarque também nessa viagem.

15/02/2017

Resenha: A menina que tinha dons


Título: A menina que tinha dons
Autor: M. R. Carey
Editora: Fábrica 231
ISBN: 9788568432020
Ano: 2014
Páginas: 384
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Sinopse:

Cultuado autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics, entre eles algumas das mais elogiadas histórias de X-Men e O Quarteto Fantástico, o britânico M. R. Carey apresenta uma trama original e emocionante em sua estreia como romancista com A menina que tinha dons, lançamento do selo Fábrica231. Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.

Resenha:

Estava com este livro guardado há quase um ano na estante, mas ainda não tinha começado a leitura; porém, quando li Fellside e amei o livro, precisava conhecer esse outro trabalho do autor e posso dizer que gostei da história e a essência do autor. Quer saber o motivo? Confira abaixo.

Resenha: The Walking Dead – A queda do governador: parte 2

Título:  A queda do governador: parte 2
Autores: Robert Kirkman e John Bonansina
Editora: Record
ISBN: 8501052760
Ano: 2014
Páginas: 308
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Sinopse:
Michonne finalmente conseguiu sua vingança. E parece que dessa vez nem o Governador será capaz de se recuperar. Ao encontrá-lo espancado, mutilado e com um fio de vida, Bruce e Gabe acham que Woodbury perdeu de vez seu líder.
Mas o ódio e a vontade de retaliação podem gerar forças que ninguém imagina. Depois de uma semana em um estado de semicoma, o Governador está de volta. Perdeu um olho e um braço, mas sua sede de vingança continua inabalável; Philip Blake irá até o inferno se for preciso para acabar com todos os habitantes da prisão, principalmente aquela que quase o destruiu.
The Walking Dead: A queda do Governador - Parte Dois conta em detalhes o destino deste que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos.

Resenhas anteriores:

A ascensão do governador
O caminho para Woodbury
A queda do governador: parte 1


Resenha:
A resenha pode conter spoiler dos livros anteriores


Caramba! Estou impressionada e eufórica por conta da maneira que terminou este livro. Minhas emoções são contraditórias, sinto tristeza, alegria, paz, satisfação e por fim saudade, essa que não sei se vou conseguir aguentar por saber que terá mais um livro da série. Isso mesmo! Teremos mais um livro! Descobri essa ótima notícia ao decorrer da leitura e agora aguardo ansiosamente pela continuação. Deus! Kirkman e Bonansinga querem me matar de emoção. Quer saber o motivo? Confira abaixo.
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